Bagunças e Caminhos

Início de tudo... ou seria o meio?

       Me vejo entre essa bagunça, que há tanto pensei que tinha se arrumado. Será que eu estou tão embebido há meses nela que tudo já parece normal? 
             Me lembro dos tempos de cursinho quanto tudo perdeu o sentido, ou quanto eu realmente senti que não teria importância viver ou morrer. Algumas pessoas não suportariam o pensamento, mas pra mim era questão de realidade, somos tão pequenos e infinitamente pequenos, apesar de infinitos, o que seria uma vida a mais ou a menos nesse vasto universo? 
                  De lá pra cá, 3 anos se passaram e muita coisa aconteceu, mais bagunça ou menos... menos eu antigo, menos eu criança, menos eu. É estranho pensar assim, porque o que sou hoje é o que sou, mas devo mesmo me desprender do passado? e será que isso é possível?
                            Se você lembrar que é constituído de átomos que existem e pertencem desde o inicio dos tempos, se é que algo começou em algum lugar, seremos muitos antigos, velhos em composições primárias
                                        Sendo início ou meio (quem sabe final?), o caos e a entropia permanece, nos lembrando que nada é certo e exato, as mudanças acontecem em nós, ao redor de nós, nada é estático... então existiria um caminho determinado pra cada um de nós? 
                                       Caminhos se formam a cada curva que tomamos, mas são eles permanentes? Sabemos que eles são únicos pra cada energia singularmente habitada em nós, (in)conscientes do futuro, (in)verdadeiros de nós, (ir)reais em tudo. Você continua dobrando em cada curva ou pensa(ria) se vale a pena?

BAGUNHOS

Saudações, John.

Comentários